Efeitos
Tudo o que está acontecendo com o Clube Atlético Metropolitano é reflexo dos seus atos no ado.
Sequelas de dirigentes/empresários da bola.
Que, cansados de colocar dinheiro do bolso e receber criticas, ligaram o exploda-se.
A conta chega
Um dos exemplos foi “cagar” para dezenas de ações trabalhistas.
Não apresentar defesa, ignorar possíveis acordos, deixar o processo correr à revelia.
A pesada sentença vazou.
Pelo jornal Lance.
Rapidamente se espalhou.
E caiu como uma bomba na cidade.
Veredito
“Time de Santa Catarina é proibido pela justiça de participar do estadual a oito dias da estreia.”
Cinco ações trabalhistas de valores devidos desde 2016.
Autores
Movidas por Sidnei Batista de Souza, assessor de Imprensa na época, e os atletas Pink, David, Lauro César e Negueba.
Deliberação
A Justiça bloqueou o registro de novos atletas junto à CBF e proibiu a participação em torneios profissionais até a quitação dos cerca de R$ 800 mil.
O clube está recorrendo.
A matéria completa está aqui.
Resposta
O bafafá foi grande.
Era preciso uma manifestação publica – a segunda em menos de 24 horas.
Promessa
Nota que acabou, de alguma forma, abafando a publicação na quinta-feira (22) à noite sobre a venda de ingressos para o clássico do dia 31.
Notícia que não foi bem digerida.
O clube tomou pau de tudo quanto é lado e retirou o comunicado.
Tiro no pé
A decisão, a propósito, foi um atestado de quem se precipitou, de quem não fez cálculos.
Desde que a diretoria propôs R$ 20 o ingresso e R$ 10 a meia-entrada, bastava o básico de matemática para saber que a conta não iria fechar.
Ainda mais que as despesas de um jogo giram em torno de R$ 20 mil.
A intenção é muito boa.
Só que o futebol está muito caro.
Reação
Amigos me rearam prints de torcedores indignados com a decisão.
Muitos metralharam o presidente.
Que bateu no peito a ideia dos ingressos populares.
Nesse caso especifico, Ronei Schultze errou.
Só que é preciso separar as coisas.
Alvo
As consequências não podem ser atribuídas a essa diretoria.
Que assumiu no começo de fevereiro um clube endividado, sem dinheiro, sem crédito.
Ninguém queria pegar essa bucha.
Não fosse essa turma provavelmente não teríamos futebol profissional este ano.
Tem de cobrar quem deixou a instituição esfacelada.
Caminho
A propósito, o Metropolitano entrou com um pedido de recuperação judicial.
Como fez o Avaí.
Proposta aprovada em fevereiro de 2024 por ampla maioria dos credores.
Dívidas cíveis e trabalhistas acumuladas no Leão, no valor de R$ 42,7 milhões, devem ser pagas ao longo de 12 anos.
Fardo
O grupo que comprou a SAF do BEC cogitou investir no Metrô.
A dívida de aproximadamente R$ 16 milhões assustou.
E pesou.
O martelo foi batido em um almoço.
Tanto é que o café da manhã marcado com o Metropolitano foi cancelado.
Vacinados
O Blumenau virou SAF, mas os gestores ainda pagam pelo ado tricolor.
Ninguém vende ou aluga nada se o pagamento não for à vista.
É um trabalho de reconstrução da imagem.
Pois o filme está queimado.
Fim
O BEC foi suspenso, perdeu jogo por WO, acabou excluído de campeonato por falta de laudo de segurança.
Quebrou por não pagar colaboradores e credores.
Perdeu o Estádio Aderbal Ramos da Silva porque chegou ao fundo do poço.
Acabou execrado, humilhado e zoado.
Amanhã
O roteiro é parecido.
Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul – CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no Clube da Bola, programada exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h.